Interferência Eletromagnética e Instalações PROFIBUS
Automação baseada em componentes para indústria de alimentos e bebidas
NI LabView como SCADA e HMI
Coester: PROFIBUS é padrão em vários mercados.
PROFIBUS – RS485-IS
Cuidados e Recomendações em Instalações PROFIBUS, aterramento e shield no barramento PROFIBUS DP
Cuidados e recomendações com o aterramento do shield no barramento PROFIBUS PA
Sinal diferencial RS485 – PROFIBUS DP
Cardenge Automação implanta o primeiro mestre gateway PROFIBUS PA para Ethernet IP stand-alone na Lafarge de Montes Claros
Associação PROFIBUS participa de evento de automação em Campinas
Novos Associados
Treinamentos de maio
Seminário On Site
Workshop Profinet
ProfiHub é testado e aprovado
Digimed com PROFIBUS PA no projeto Onça-Puma da Vale
PROFINET – Economize Energia com PROFIenergy nos intervalos de produção
Monitor de válvulas AS-i Inteligente Sense

 

OUTRAS EDIÇÕES

Edição 01 - Abril 2004
Edição 02 - Junho 2004
Edição 03 - Agosto / Setembro 2004
Edição 04 - Outubro / Novembro 2004
Edição 05 - Dezembro 2004/ Janeiro 2005
Edição 06 - Fevereiro / Março 2005
Edição 07 - Abril / Maio 2005
Edição 08 - Junho / Julho 2005
Edição 09 - Agosto / Setembro 2005
Edição 10 - Outubro / Novembro 2005
Edição 11 - Dezembro 2005 / Janeiro 2006
Edição 12 - Fevereiro / Março 2006
Edição 13 - Julho / Agosto 2006
Edição 14 - Novembro 2006
Edição 15 - Abril 2007
Edição 16 - Junho 2007
Edição 17 - Fevereiro 2008
Edição 18 - Julho 2008
Edição 19 - Outubro 2008
Edição 20 - Março 2009
Edição 21 - Julho 2009
Edição 22 - Dezembro 2009
Edição 23 - Julho 2010
Edição 24 - Mar√ßo 2011
Edição 25 - Julho 2011
Edição 26 - Fevereiro 2012

EXPEDIENTE

PROFINEWS BRASIL
Edição nº 23 - Julho 2010

PROFINEWS BRASIL é uma publicação eletrônica bimestral da ASSOCIAÇÃO PROFIBUS, distribuída a seus associados, fornecedores e usuários das tecnologias PROFIBUS e AS-i.

 

DIRETORIA EXECUTIVA

César Cassiolato (SMAR)
Diretor Presidente

Robert Gries (Siemens)
Diretor Vice-presidente

Marco Padovan (Sense)
Diretor Vice-presidente

Adriano Oliveira (SMAR)
Diretor de Comunicação e Informática

Erik Maran (WESTCON)
Diretor de Instação de Redes

Leandro Torres (SMAR)
Diretor PROFIBUS PA

Gerson Murari (ALTUS)
Diretor PROFIBUS DP

Paulo Lattaro (ATMA)
Diretor de Marketing

Fernando CapelarI (SCHNEIDER)
Diretor de Controladores

Cavour Marinelli Neto (IFM)
Diretor ASinterface

Daniel Coppini (SIEMENS)
Diretor Profinet

Silas Anchieta
Diretor Executivo

 

CONSELHO FISCAL

Eduardo Mello
(Phoenix Contact)

Paulo Bachir
(Wika)

Luciano de Oliveira (Schneider/Atos)

 

JORNALISTA RESPONSÁVEL

Sílvia Bruin Pereira
(MTb 11.0065 / MS 5936)

Os artigos assinados são de exclusiva responsabilidade de seus autores. É vedada a reprodução total ou parcial dos textos e ilustrações desde newsletter, sob pena de sanções legais. São tomados todos os cuidados razoáveis na preparação do conteúdo das matérias e, caso haja enganos em textos ou desenhos, será publicada errata na primeira oportunidade.

 


Associação PROFIBUS
Caixa Postal 11.063-9 - CEP 05422-970
São Paulo, SP. Telefone/Fax: (11) 2849-3202
e-mail: profibus@profibus.org.br
site: www.profibus.org.br.

 

PROFITIP

 

César Cassiolato
Diretor de Marketing, Qualidade e Assistência Técnica - SMAR Equipamentos Industriais Ltda.

 

 

CUIDADOS E RECOMENDA√á√ēES EM INSTALA√á√ēES PROFIBUS, ATERRAMENTO E SHIELD NO BARRAMENTO PROFIBUS DP

Shield e Aterramento

O shield (a malha, assim como a l√Ęmina de alum√≠nio) deve ser conectado ao terra funcional do sistema via conector PROFIBUS-DP, de tal forma a proporcionar uma ampla √°rea de conex√£o com a superf√≠cie condutiva aterrada.

Ao passar o cabo, deve-se ter o cuidado de que o acabamento do shield esteja bem feito e n√£o dando contato com outros pontos a n√£o ser os pontos de terra. A m√°xima prote√ß√£o se d√° com os pontos aterrados, onde se proporciona um caminho de baixa imped√Ęncia aos sinais de alta freq√ľ√™ncia.

Em casos onde se tem um diferencial de tensão entre os pontos de aterramento, por exemplo, áreas distintas em prédios separados, recomenda-se passar junto ao cabeamento uma linha de equalização de potencial (a própria calha metálica pode ser usada ou por exemplo um cabo AWG 10-12). Veja Figura 1.

Desta forma se tem a prote√ß√£o √© mais efetiva para uma ampla faixa de freq√ľ√™ncia.



Figura 1 ‚Äď Linha de Equipotencial.

Em √°reas perigosas deve-se sempre fazer o uso das recomenda√ß√Ķes dos √≥rg√£os certificadores e das t√©cnicas de instala√ß√£o exigidas pela classifica√ß√£o das √°reas. Um sistema intrinsecamente seguro deve possui componentes que devem ser aterrados e outros que n√£o. O aterramento tem a fun√ß√£o de evitar o aparecimento de tens√Ķes consideradas inseguras na √°rea classificada. Na √°rea classificada evita-se o aterramento de componentes intrinsecamente seguros, a menos que o mesmo seja necess√°rio para fins funcionais, quando se emprega a isola√ß√£o galv√Ęnica. A normaliza√ß√£o estabelece uma isola√ß√£o m√≠nima de 500 Vca. A resist√™ncia entre o terminal de aterramento e o terra do sistema deve ser inferior a 1ő©. No Brasil, a NBR-5418 regulamenta a instala√ß√£o em atmosferas potencialmente explosivas.

Um outro cuidado que deve ser tomado é o excesso de terminação. Alguns dispositivos possuem terminação on-board.

 


Figura 2 ‚Äď Detalhe do Conector T√≠pico 9-Pin Sub D.

 

A Figura 3 apresenta detalhes de cabeamento, shield e aterramento quando se tem √°reas distintas.

Quanto ao aterramento, recomenda-se agrupar circuitos e equipamentos com características semelhantes de ruído em distribuição em série e unir estes pontos em uma referência paralela.

Recomenda-se aterrar as calhas e bandejamentos.

Um erro comum √© o uso de terra de prote√ß√£o como terra de sinal. Vale lembrar que este terra √© muito ruidoso e pode apresentar alta imped√Ęncia. √Č interessante o uso de malhas de aterramento, pois apresentam baixa imped√Ęncia. Condutores comuns com altas freq√ľ√™ncias apresentam a desvantagem de terem alta imped√Ęncia. Os loops de correntes devem ser evitados. O sistema de aterramento deve ser visto como um circuito que favorece o fluxo de corrente sob a menor indut√Ęncia poss√≠vel.¬† O valor de terra deve ser menor do que 10 ő©.


Figura 3 ‚Äď Detalhe de Cabeamento em √Āreas Distintas com Potenciais de Terras Equalizados.

 

 

Figura 4 ‚Äď Detalhe da Prepara√ß√£o do Cabo PROFIBUS.

 

Algumas recomenda√ß√Ķes:

  • Deve-se evitar splice, ou seja, qualquer parte da rede que tenha comprimento descont√≠nuo de um meio condutor especificado, por exemplo, remo√ß√£o de blindagem, troca do di√Ęmetro do fio, conex√£o a terminais nus, etc. Em redes com comprimento total maior que 400m, a somat√≥ria dos comprimentos de todos os splices n√£o deve ultrapassar 2% do comprimento total e ainda, em comprimentos menores que 400m, n√£o deve exceder 8m.
  • Em √°reas sujeitas √† exposi√ß√£o de raios e picos de alta voltagem, √© indicado utilizar os protetores de surtos. Toda vez que houver uma dist√Ęncia efetiva maior que 100m na horizontal ou 10m na vertical entre dois pontos aterrados, recomenda-se o uso de protetores de transientes. Na pr√°tica, na horizontal, entre 50 e 100m, recomenda-se o uso dos mesmos;
  • Quando a taxa de comunica√ß√£o for maior ou igual a 1.5 MHz, √© recomendado ter pelo menos 1m de cabo entre dois equipamentos DP. A capacit√Ęncia de entrada dos dois equipamentos compensar√° o cabo, a fim de preservar a imped√Ęncia comum. Quando se tem uma dist√Ęncia menor, a capacit√Ęncia de entrada pode causar reflex√Ķes. Em taxas inferiores a 1.MHz este efeito √© bem menor.
  • O sinal fieldbus deve ser isolado das fontes de ru√≠dos, como cabos de for√ßa, motores, inversores de freq√ľ√™ncia e coloc√°-los em guias e calhas separadas;
  • Quando utilizar cabos multivias, n√£o se deve misturar sinais de v√°rios protocolos;
  • Quando poss√≠vel, utilizar filtros de linha, ferrites para cabo, supressores de transientes, centelhadores (spark gaps), feedthru e isoladores √≥ticos para prote√ß√£o;
  • Utilizar canaletas de alum√≠nio onde se tem a blindagem eletromagn√©tica externa e interna. S√£o praticamente imunes as correntes de Foucault devido √† boa condutibilidade el√©trica do alum√≠nio;
  • Para a taxa de 12 Mbits/s, recomenda-se colocar conectores com indutores de 110 nH, conforme a Figura 5;
  • Para cada equipamento, antes de instal√°-lo, ler cuidadosamente seu manual e as recomenda√ß√Ķes do fabricante;
  • Em casos onde existem problemas com dist√Ęncias ou alta susceptibilidade a ru√≠dos, recomenda-se o uso de fibras √≥ticas, onde √© poss√≠vel estender a mais de 80Km (fibras sint√©ticas);
  • √Č comum o uso de link √≥tico. Neste caso, recomenda-se estar atento ao uso de repetidores.

Sempre verificar o endereçamento. No PROFIBUS DP é comum ser local, através de dip switches.

 


Figura 5 ‚Äď Conex√£o de Conectores e Indutores na Rede PROFIBUS DP.

 

Este artigo n√£o substitui os padr√Ķes IEC 61158 e IEC 61784 e nem os perfis e guias t√©cnicos do PROFIBUS. Em caso de discrep√Ęncia ou d√ļvida, os padr√Ķes IEC 61158 e IEC 61784, perfis, guias t√©cnicos e manuais de fabricantes prevalecem.

Referências:

  1. Manuais SMAR PROFIBUS
  2. www.smar.com.br
  3. Material de Treinamento e artigos t√©cnicos PROFIBUS - C√©sar Cassiolato Especifica√ß√Ķes t√©cnicas PROFIBUS.

A Associação PROFIBUS não se responsabiliza por qualquer dano supostamente decorrente pelos conceitos, comentários, depoimentos e opinões emitidas em matérias fornecidas pelos seus membros ou artigos assinados. A opinião expressa no conteúdo não traduz em nenhum momento a opinião da Associação PROFIBUS. Os artigos assinados são de exclusiva responsabilidade de seus autores. É vedada a reprodução total ou parcial dos textos e ilustrações deste newsletter, sob pena de sanções legais. São tomados todos os cuidados razoáveis na preparação do conteúdo das matérias e caso haja enganos em textos ou desenhos, será publicada errata na primeira oportunidade. A Associação PROFIBUS se reserva o direito de, a qualquer tempo e a seu exclusivo critério, retirar qualquer edição, comentário ou imagem que possa ser interpretada como contrária aos seus objetivos.

© Associação PROFIBUS. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da
Associação PROFIBUS.