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PROFIBUS: corrente no shield?

No PROFIBUS-DP, temos o shield e vale alertar que ele nunca deve ser usado para equipotencializar.
 
Além disso, teoricamente, no shield não deveríamos ter corrente circulando.
Isso pode ser verificado de forma bem fácil, através de um miliamperímetro entre o shield e o terra.
 
Na prática, correntes acima de 30 mA indicam problemas, principalmente de diferencial entre terras, indução e interferência eletromagnética.
 
Correntes acima de 300 mA são sérias, já que podem aquecer os cabos, colocando em risco as instalações. 
 
Nestes casos, recomenda-se o uso de repetidores óticos e também o uso de aterramento do shield de forma capacitiva: C<10nF, R >1M Ohm e V>1500V:
 

Figura 1 - Aterramento capacitivo do shield
 
 
Em medições:
  • Não aja com negligência (omissão irresponsável), imprudência (ação irresponsável) ou imperícia (questões técnicas);
  • Lembre-se: cada planta e sistema têm os seus detalhes de segurança. Informe-se deles antes de iniciar seu trabalho;
  • Sempre que possível, consulte as regulamentações físicas, assim como as práticas de segurança de cada área;
  • É necessário agir com segurança nas medições, evitando contatos com terminais e fiação, pois a alta tensão pode estar presente e causar choque elétrico;
  • Para minimizar o risco de problemas potenciais relacionados à segurança, é preciso seguir as normas de segurança e de áreas classificadas locais aplicáveis que regulam a instalação e operação dos equipamentos. Estas normas variam de área para área e estão em constante atualização. É responsabilidade do usuário determinar quais normas devem ser seguidas em suas aplicações e garantir que a instalação de cada equipamento esteja de acordo com as mesmas;
  • Uma instalação inadequada ou o uso de um equipamento em aplicações não recomendadas podem prejudicar a performance de um sistema e, consequentemente, a do processo, além de representar uma fonte de perigo e acidentes. Recomenda-se utilizar somente profissionais treinados e qualificados para instalação, operação e manutenção.
 
Muitas vezes, a confiabilidade de um sistema de controle é frequentemente colocada em risco devido às suas más instalações. Comumente, os usuários fazem vistas grossas e, em análises mais criteriosas, descobrem-se problemas com as instalações, envolvendo cabos e suas rotas e acondicionamentos, blindagens e aterramentos.
 
É de extrema importância que haja a conscientização de todos os envolvidos e, mais do que isso, o comprometimento com a confiabilidade e com as seguranças operacional e pessoal em uma planta.
 
Essa breve dica provê informações para minimizar problemas nas instalações e vale a pena lembrar que as regulamentações locais, em caso de dúvida, prevalecem sempre.
 
 
 
César Cassiolato, presidente & CEO



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