Dia 17 de junho A Associação
Profibus realizou um mais um Seminário On Site
sobre a Tecnologia Profibus, que, desta vez, aconteceu
na Refinaria Landulpho Alves (RLAM) da Petrobras, em
São Francisco do Conde, Bahia, cidade próxima
a Salvador.
O evento contou com palestras sobre Tecnologia ASi e
Profibus PA, ministradas por Eduardo Coelho, da Sensor/Turck;
e Profibus DP e Profinet, apresentadas por Diogo Albuquerque
da Altus.
Segundo Walter Martins da Silva Junior, Engenheiro de
Equipamentos Pleno da RLAM – refinaria que entrou
em operação de setembro de 1950, tem um
capacidade de processamento em torno de 45.000 m3 de
petróleo e possui cerca de 1.200 funcionários – o
Seminário teve como motivação principal
o início do processo de implantação
de redes de arquitetura aberta para automação
de válvulas motorizadas. O público alvo
foi composto por profissionais das áreas de projeto
e manutenção da RLAM, além de fornecedores
de materiais e equipamentos, totalizando cerca de 30
participantes.
Na sua opinião, o desempenho dos conferencistas
foi excelente. “Todos os dois apresentavam domínio
no tema em questão”, ressaltou, acrescentando
que o resultado do Seminário atendeu às
expectativas da companhia. “Para os iniciantes,
foi uma boa oportunidade para aprender e, para os que
já conheciam um pouco, a oportunidade de tirar
dúvidas e levantar questionamentos”, destacou.
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Profibus
O modelo de automação da RLAM para área
de processo é baseado em SDCD, com entradas e
saídas analógicas e digitais. Para atuadores
elétricos e telemetria são usadas redes
de comunicação proprietárias. Existem
ainda equipamentos que utilizam o Modbus RTU, sendo que
a rede predominante é a proprietária do
SDCD.
Walter Martins explica que desde o ano passado a companhia
tem pesquisado junto a fabricantes de atuadores elétricos
para válvulas, qual seria a rede industrial mais
utilizada. “Para tal, a Petrobras realizou o primeiro
seminário relativo a atuadores elétricos,
tendo participado todos os grandes fabricantes (Auma,
Bernard, Biffi, Coester, Limitorque e Rotorque). Nesse
evento vimos que todos tinham a opção do
Profibus DP e que esse protocolo era o mais adequado
para essa aplicação”, comentou.
Depois disso, foi realizado um curso, para o qual a
Petrobras convidou o Professor Doutor Carlos Eduardo
Pereira, da
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, especialista
da área, e do qual participaram 17 profissionais
do setor de automação. “Tivemos a
oportunidade de conhecer um pouco sobre todas as redes
industriais existentes”, analisou Martins.
O Seminário On Site da Associação
Profibus, realizado em junho, foi o passo seguinte e,
agora, a companhia está buscando um curso prático
de montagem de redes Profibus.
“Um dos grandes ganhos na utilização
de protocolos abertos, em relação aos
proprietários, está na enorme redução
de custos. Estamos montando a nossa primeira rede com
quatro válvulas motorizadas de 48", para
controle de vazão de um canal aberto. A segunda
aplicação em andamento é a instalação
de nove válvulas motorizadas para fornecimento
de GLP para as companhias distribuidoras (Twin Seal).
Recentemente lemos na revista ‘Valve World’ uma
reportagem que dizia que o Profibus DP era a rede industrial
que mais crescia em número de aplicações
no mundo. Na escolha de um protocolo aberto deve ser
considerada a base instalada no mundo, as empresas
fornecedoras e a continuidade nas pesquisas”,
concluiu.